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NBR 5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas

NBR 5419
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NBR 5419 – Uma das normas técnicas mais comuns entre os eletricistas e que deve ser de comum conhecimento é a NBR 5419, que padroniza as ações quanto à proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Confira o que diz as normas padrões.

O que diz a NBR 5419

A nova versão da NBR 5419 já está disponível ao público desde junho deste ano. Para quem ainda não a conhece, se trata dos procedimentos e métodos sobre os dispositivos de proteção contra as intempéries elétricas de origem atmosféricas. Você pode acessá-la na íntegra neste link.

O que mudou na NBR 5419 em 2015

Recentemente, ocorreram algumas mudanças na NBR 5419, as normas técnicas referentes ao modo de proteção e dispositivos contra descargas elétricas. A primeira mudança entre esta e a sua antiga versão (de 2005) está na quantidade de páginas. A norma anterior possuía 42 páginas, e a norma atual passou a ter aproximadamente 380 páginas.

NBR 5419

Outra mudança refere-se ao anexo B da norma de 2005, (análise de necessidade de proteção), já que na norma 2015 passou a ser chamado de Análise de Risco, onde além dos fatores de ponderação existente, novos fatores de risco para a edificação que até então não eram analisados passaram a ser observados com mais rigor. Agora, o nível de proteção as medidas complementares deverão ser tomadas para garantir uma proteção eficiente a edificação, pessoas e instalações.

Sobre as quantidades de métodos de proteção, não houve alterações, sendo indicados os métodos dos Ângulos (Franklin), Modelo Eletrogeométrico e Método das Malhas. Mas há mudanças que ocorreram no Método dos Ângulos com o aumento significativo do alcance de pequenos captores, particularmente até 2 metros. Já Método das Malhas teve seus meshs (reticulados) reduzidos para: classe 1 = 5x5m; classe 2 = 10x10m; classe 3 = 15x15m e classe 4 = 20x20m. Quanto ao espaçamento das descidas e dos anéis horizontais passaram a ser classe 1 = 10m; classe 2 = 10m; classe 3 = 15m e classe 4 = 20x20m. E o Método Eletrogeométrico permaneceu inalterado.

Já o que diz respeito ao arranjo A (aterramento pontual), este foi retirado da norma, permanecendo apenas o arranjo B (em anel) circundando a edificação e interligando todas as descidas. Este anel deve estar, no mínimo, 80% em contato com o solo.

É importante ressaltar que a medição da resistência ôhmica do aterramento do SPDA, bem como o anterior valor sugerido de 10 ohms, foram retirados da norma. E a tabela de condutores de captação, descidas e aterramento foi aprimorada com novos materiais (aço cobreado, alumínio cobreado) e novas dimensões mínimas e tolerâncias foram definidas.

Além disso, o gráfico de comprimento mínimo de eletrodo enterrado e a resistividade do solo agora foi estendido também para nível 2 de proteção, sendo que anteriormente só havia relação direta entre os 2 parâmetros no nível 1.

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Comentário

  1. Mauricio diz

    Adorei essas dicas de proteção das estruturas metalicas, bem explicado, sempre que posso acompanho seu blog, parabens !

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