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NBR 5413 – Iluminância de Interiores

NBR 5413 – Uma das normas mais comuns entre os profissionais eletricistas, pautadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é a NBR 5413 – Iluminância de Interiores. Essa normatização tem a ver com o estudo do sistema de iluminação – o tipo de lâmpada, luminárias e spots, posicionamento e especificações de segurança nesta área. Confira estas informações!

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O que diz a NBR 5413 – Iluminância de Interiores?

A documentação NBR 5413 possui 13 páginas no total em sua versão mais atual, de 1992. Lá há várias explicações e caracterização da iluminação em diferentes locais e situações. Trata-se de um documento normativo que permite elaborar um sistema de iluminação com equilíbrio e segurança, informando os tipos de lâmpadas que serão usadas, luminárias, melhor posição para instalação para cada ambiente, além de fatores que vão colaborar para uma redução da eficiência deste sistema. Trata-se de um acervo de normas que tratam de Luminotécnica e sistemas de iluminação.

Tabelas, valores e indicações da NBR 5413

A NBR 5413 – Iluminância de Interiores informa sobre os valores recomendados para iluminância mínima em serviços para iluminação artificial e interiores, seja em diversos contextos, como sua aplicação em ambientes de comércio, práticas esportivas, indústria e muito mais. A listagem é bastante completa e você poderá ver na íntegra no link informado. A iluminação adequada no ambiente tem muito a ver com a qualidade e segurança das atividades exercidas no mesmo.

O documento informa duas tabelas – uma sobre os valores de iluminância de acordo com a classe visual de trabalho e o tipo de atividade executado e a outra sobre os fatores determinantes da iluminação adequada. Confira a Tabela 1:

Tabela 1 – Iluminância por classe de tarefa visual

NBR 5413

Esta tabela informa os pesos para se determinar a iluminância de acordo com características da tarefa e do observador.

Confira agora a Tabela 2 da NBR 5413:

Tabela 2 – Fatores determinantes da iluminação adequada

NBR 5413

Para chegar a uma posição conclusiva sobre a iluminância de determinado ambiente, basta analisar na tabela 2 os pesos referentes as características do mesmo e somar conforme os seus sinais, sendo que, se encontrar resultados -2 ou -3, utilize a iluminância inferior; e se encontrar resultado +2 ou +3, utilize a iluminância superior. Para os demais casos, utilize a iluminância média.

O documento traz ainda uma relação completa de luminâncias em lux por atividade, a partir do ponto 5.3.

Para casos comuns deve-se considerar o valor do meio nestas tabelas. Em casos mais complexos, deve-se considerar as regras a seguir:

  • Para os valores mais altos das iluminâncias utilizar quando:
  • A refletância e contraste são baixos no local.
  • O trabalho visual é crítico.
  • Produtividade e precisão são importantes.
  • A capacidade visual do observador está abaixo da média.
  • Da mesma forma para os valores mais baixos utilizar quando:
  • A refletância e contraste são altos no local.
  • Velocidade e precisão não são importantes.
  • A tarefa é executada ocasionalmente.

Além disso, estes valores fornecidos pela NBR 5413 usados posteriormente nos cálculos da quantidade de lâmpadas de cada ambiente. Isso garantirá a segurança, o conforto e a saúde das pessoas que utilizam o espaço, independentemente de ele ser doméstico ou comercial.

Para saber mais sobre a NBR 5413 – Iluminância de Interiores, acesse este slide com o documento normativo completo.

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Dicas

Disjuntor desarma a toda hora – O que fazer? Dicas, passo a passo

Disjuntor desarma a toda hora – este é um problema bastante comum em muitas residências brasileiras. Mas porque isso acontece? Muitas vezes o que ocorre é que o sistema opera acima de seu limite. É o que acontece com as casas antigas, que não foram adaptadas à maior demanda de energia dos equipamentos modernos, o que sobrecarrega os disjuntores e a fiação do local. O primeiro a queimar é o fusível, mas é mais comum, no caso dos aparelhos mais modernos o desarme do disjuntor, o que pode indicar o excesso de carga para as configurações de sua instalação. O jeito mesmo é que o proprietário busque um serviço especializado.

Disjuntor desarma a toda hora

Problemas prediais em relação ao disjuntor

As pessoas que moram em edifícios devem ainda considerar a primada, aquele cabo que sobe desde o térreo, ou subsolo, levando a eletricidade até o seu apartamento. Com o tempo, este cabo pode ficar desgastado ou em condições inadequadas para o seu consumo, o que também pode fazer desarmar o disjuntor na caixa de entrada do prédio. Neste caso, basta trocar a prumada por um cabo de maior bitola. É preciso ver a regulamentação do prédio – pode ser de responsabilidade de todo o condomínio ou apenas de determinados moradores.

Cabe ao eletricista realizar o cálculo da quantidade de energia a ser usada em seu apartamento ou casa para que um engenheiro determine a bitola da nova prumada mais adequada a cada caso – veja abaixo.

Quando é mais comum o disjuntor cair?

Há muitos motivos para o disjuntor cair. Um deles – e talvez o mais comum são as determinadas atividades que podem causar sobrecarga do sistema elétrico. Não basta um chuveiro potente, por exemplo, para que tenha um banho agradável no inverno. Todo sistema conectado a ele deve ser assertivo, ou no meio do seu banho o disjuntor irá desarmar.

Muitas pessoas com o tempo trocam o chuveiro, seguindo o mesmo exemplo acima, por um mais potente, e acaba tendo problemas, pois o disjuntor irá desarmar. Se antes o aparelho tinha a capacidade de 5.400W com tensão de 220V, a sua corrente seria de 24,54 A (amperes). Mas se colocar um chuveiro de 7.500W e 220V, terá que usar um disjuntor de 40A – e terá que substituir a fiação inclusive.

Disjuntor desarma a toda hora

É comum os profissionais eletricistas menos preparados ou até mesmo pessoas leigas descuidarem com a segurança neste caso. É importante dizer que não é indicado usar plugue e tomada para ligar o chuveiro, pois também haverá insuficiência. Não use fita isolante neste caso. O conector de porcelana (sindal) e o aterramento podem ser uma ótima opção.

Se o problema persistir, procure saber se seu disjuntor é DR, sendo necessário comprar um chuveiro compatível com este dispositivo, para que não desarme conforme o uso.

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Normas ABNT

NBR 5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas

NBR 5419 – Uma das normas técnicas mais comuns entre os eletricistas e que deve ser de comum conhecimento é a NBR 5419, que padroniza as ações quanto à proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Confira o que diz as normas padrões.

O que diz a NBR 5419

A nova versão da NBR 5419 já está disponível ao público desde junho deste ano. Para quem ainda não a conhece, se trata dos procedimentos e métodos sobre os dispositivos de proteção contra as intempéries elétricas de origem atmosféricas. Você pode acessá-la na íntegra neste link.

O que mudou na NBR 5419 em 2015

Recentemente, ocorreram algumas mudanças na NBR 5419, as normas técnicas referentes ao modo de proteção e dispositivos contra descargas elétricas. A primeira mudança entre esta e a sua antiga versão (de 2005) está na quantidade de páginas. A norma anterior possuía 42 páginas, e a norma atual passou a ter aproximadamente 380 páginas.

NBR 5419

Outra mudança refere-se ao anexo B da norma de 2005, (análise de necessidade de proteção), já que na norma 2015 passou a ser chamado de Análise de Risco, onde além dos fatores de ponderação existente, novos fatores de risco para a edificação que até então não eram analisados passaram a ser observados com mais rigor. Agora, o nível de proteção as medidas complementares deverão ser tomadas para garantir uma proteção eficiente a edificação, pessoas e instalações.

Sobre as quantidades de métodos de proteção, não houve alterações, sendo indicados os métodos dos Ângulos (Franklin), Modelo Eletrogeométrico e Método das Malhas. Mas há mudanças que ocorreram no Método dos Ângulos com o aumento significativo do alcance de pequenos captores, particularmente até 2 metros. Já Método das Malhas teve seus meshs (reticulados) reduzidos para: classe 1 = 5x5m; classe 2 = 10x10m; classe 3 = 15x15m e classe 4 = 20x20m. Quanto ao espaçamento das descidas e dos anéis horizontais passaram a ser classe 1 = 10m; classe 2 = 10m; classe 3 = 15m e classe 4 = 20x20m. E o Método Eletrogeométrico permaneceu inalterado.

Já o que diz respeito ao arranjo A (aterramento pontual), este foi retirado da norma, permanecendo apenas o arranjo B (em anel) circundando a edificação e interligando todas as descidas. Este anel deve estar, no mínimo, 80% em contato com o solo.

É importante ressaltar que a medição da resistência ôhmica do aterramento do SPDA, bem como o anterior valor sugerido de 10 ohms, foram retirados da norma. E a tabela de condutores de captação, descidas e aterramento foi aprimorada com novos materiais (aço cobreado, alumínio cobreado) e novas dimensões mínimas e tolerâncias foram definidas.

Além disso, o gráfico de comprimento mínimo de eletrodo enterrado e a resistividade do solo agora foi estendido também para nível 2 de proteção, sendo que anteriormente só havia relação direta entre os 2 parâmetros no nível 1.

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Curiosidades

O que são dispositivos de manobras?

Dispositivos de manobras – Os dispositivos de manobra são muito comuns em qualquer projeto elétrico. Se o circuito é fechado, onde há uma fonte, geradores de energia elétrica e uma carga que irá consumir, isso definirá um sistema interligado por condutores, um caminho para a eletricidade. Como você pode ver, isso define um circuito elétrico básico, mas além destes, outros recursos podem fazer parte deste circuito. É o que ocorre com os dispositivos de manobras.

O que são os dispositivos de manobras

Trata-se de dispositivos eletromecânicos ou eletrônicos, usados para impedir ou permitir a passagem de corrente elétrica entre a fonte e a carga através de manobras – no caso, ligar e desligar. Um exemplo disso são os interruptores de luz, já que eles impedem e permitem que a corrente elétrica da fonte de energia vá até as lâmpadas.

dispositivos de manobras

Mas não apenas os interruptores são dispositivos de manobras. Dispositivos como disjuntores, que ligam e desligam circuitos e acumulam a função de proteger os mesmos, também são dispositivos de manobras. Não se trata também de apenas desligar ou ligar uma subestação, mas de qualquer tipo de função semelhante pode ser considerada uma manobra.

São os dispositivos de manobras que integram o controle de um circuito, que é composto por fonte, carga, condutores e controle. Além disso, caracterizam-se por serem dispositivos de manobras os comandos elétricos ou automação industrial de qualquer tipo de máquinas, até mesmo os totalmente automáticos.

Como são classificados os dispositivos de manobra

  • Dispositivos de baixa tensão, quando projetados para trabalhar com tensão inferior ou igual a 1000 V.
  • Dispositivos de alta tensão, quando projetados para trabalhar com tensão superior a 1000 V.

Vale a pena dizer ainda que os dispositivos de manobra ou de proteção possuem três tipos de circuitos internos:

dispositivos de manobras

  • Circuito principal, que é o circuito constituído pelo conjunto de todos os circuitos associados cujo dispositivo de manobra ou de proteção tem a função de abrir ou fechar a carga;
  • Circuito de comando, que é o circuito responsável pelo comando do circuito principal, ou seja de ligar ou desligar o circuito principal;
  • Circuito auxiliar, circuito responsável pelo sistema de indicação e alarme de situações com a carga ou com o circuito de comando.