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Trafo – o que é? qual a finalidade? manutenção preventiva,dicas, passo a passo

Também denominado de trafo, os transformadores são dispositivos elétricos cuja finalidade reporta ao isolamento de um circuito, elevar ou diminuir uma determinada tensão e também agem como filtros em circuitos de radiofreqüência. Dependendo da sua função, os transformadores possuem uma tipologia, construção e tamanho específico, admitindo assim múltiplas finalidades em diversos setores de atividade (indústria, mecânica, entre outros).

Como descobrir a potência do transformador?
Transformador de voltagem
Como montar um transformador monofásico

Um transformador possui na sua constituição pelo menos 02 enrolamentos, sendo que na maioria dos casos ambos são independentes entre si – embora sofram a ação do campo eletromagnético, cuja intensidade é maior quanto esses transformadores possuam um núcleo de material ferromagnético. No plano teórico, o transformador necessita de transferir toda a sua potência do primário (enrolamento de entrada) para o secundário (enrolamento de saída), mas na prática é possível observar que existe uma perda de potência nesse processo de transferência que é causada por diversos fatores, nomeadamente a resistência de fio.

 

É importante distinguir que o enrolamento primário é aquele onde se obtém a tensão que se pretende transformar, sendo que o enrolamento secundário é aquele onde se obtém a tensão desejada – e, no caso desta última, ela é dependente da relação entre os dois enrolamentos e da tensão que é aplicada no enrolamento primário, confirmando-se assim a existência de uma relação causa-efeito.

Com relação ao seu funcionamento, é relevante mencionar que, independente da sua tipologia e finalidade, todos os transformadores sofrem um aquecimento mais ou menos significativo durante o seu funcionamento, processo esse que deriva das perdas naturais que todos eles sofrem. Nessa lógica, quanto mais elevada é a potência retirada nos secundários de um trafo, maior é o aquecimento que o mesmo atinge – sendo que este fator conduz a outra questão igualmente relevante: a existência dos núcleos e os materiais que os constituem.

Os núcleos devem ser produzidos à base de chapas de ferro silício, sendo que ferro doce, maciço ou comum não servem para o propósito anteriormente citado, dado que a sua qualidade está implicitamente ligada à sua adequação e desempenho satisfatórios.

 

Manutenção preventiva em trafo: saiba o que é

Com relação à conservação do trafo e ao prolongamento do seu tempo útil de vida, a manutenção preventiva visa acompanhar periodicamente as características e propriedades dos diversos componentes do seu sistema e, quando registra uma hipótese de anomalia, proceder a uma intervenção preventiva. Do ponto de vista econômico e da relação custo-benefício, a manutenção preventiva se apresenta como a metodologia mais vantajosa, sendo que também se destaca por outro benefício adicional: evita intervenções precoces e a substituição de partes dos equipamentos que ainda se encontram em bom estado de conservação e funcionamento.

De forma a que os resultados sejam verdadeiramente satisfatórios e haja lugar a uma ação de prevenção eficaz, a manutenção preventiva deve ser somente realizada por um profissional credenciado para o efeito, já que o desconhecimento que leve a uma ação mal realizada pode comprometer o componente em análise e, em última instância, todo o funcionamento global do transformador, podendo até levar ao seu desgaste por completo.

 

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Acerte na escolhe do fio e do disjuntor – dicas, passo a passo

Para chegarmos ao ponto de falarmos sobre o fio e o disjuntor, precisamos entrar um pouquinho no quesito de instalações elétricas e circuitos para que então possamos apenas complementar sobre a escolha do fio e do disjuntor.

Quadro de disjuntor – Como instalar
Tabela de disjuntores
Conceito de fio neutro

Circuitos

Um circuito elétrico é definido como um percurso completo da eletricidade até os condutores e componentes até chegar ao terminal oposto da mesma fonte.  Ele é constituído basicamente por uma ou mais fontes de energia, fios condutores e elementos de circuito.

O que é um curto-circuito

É a passagem de corrente elétrica acima do padrão que devido a uma redução bruta da impedância do mesmo. Normalmente, um curto-circuito provoca danos em diversos circuitos elétricos como no elemento que causou essa impedância.

Informações uteis

Ao final da execução dos serviços de instalações elétricas, você ou um profissional especializado deverá colocar no interior do quadro (ex: colar no lado interno da porta) a Relação de Circuitos, identificando o dispositivo de proteção (ex: disjuntor) e o local e pontos (iluminação, tomadas,…) que são abrangidos por aquele dispositivo e circuito.

Não esqueça que é muito importante utilizar produtos que estejam de acordo com as normas técnicas da ABNT.

  • Toda a rede de distribuição de energia elétrica deve ser obrigatoriamente executada utilizando-se eletrodutos, calhas ou perfilados contínuos sem perfuração e com ferramenta apropriada.
  • Os eletrodutos não podem ser embutidos em pilares, vigas, nem atravessar elementos vazados.
  • Na instalação dos eletrodutos deve ser utilizado o critério abaixo, prevalecendo a especificação indicada no projeto executivo de elétrica:
  • Para as instalações embutidas em lajes, paredes ou pisos utilize os eletrodutos de PVC rígido;
  • Para instalações enterradas: eletrodutos de PVC rígido envelopados em concreto;
  • Para instalações aparentes: eletrodutos de aço galvanizado ou perfilado galvanizado;
  • Nas instalações enterradas, o eventual cruzamento com instalações de gás, água, ar comprimido ou vapor deve-se dar a uma distância mínima de 0,20m.
  • No caso de proximidade da tubulação elétrica com a tubulação de gás combustível, devem ser observadas as seguintes recomendações:
    • a) se a tubulação for de “gás de rua” (menor densidade que o ar), a tubulação elétrica deve ser abaixo dela;
    • se a tubulação for de “gás engarrafado” (maior densidade que o ar), a tubulação elétrica deve estar acima dela.
    • Nas instalações dos fios e cabos alimentadores, devem ser evitadas emendas. Quando forem necessárias, somente podem ser executadas nas caixas de passagem e com conectores apropriados.
  • As caixas de passagem no piso devem ser de alvenaria, revestidas internamente, com tampa de concreto removível e com dreno de brita.
  • Em obras localizadas no litoral, as caixas de passagem nas paredes devem ser preferencialmente em PVC, ou pintadas com tinta antiferruginosa para melhor conservação.
  • Após a execução, toda a rede de distribuição deve ser testada e ensaiada, para evitar riscos de choques elétricos, curto-circuito, etc.

Não se esqueça de que realizar qualquer tipo de alteração na rede elétrica é muito arriscado caso você não seja profissional da área. Caso não tenha os conhecimentos necessários contrate um!

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Por que a lâmpada pisca ao ligar o chuveiro?

Você já reparou que sempre que você liga o chuveiro no modo Inverno, ou seja, quando você escolhe a temperatura para que ela possa vir o mais quente possível, a lâmpada da sua casa pisca? Você interpreta isso como um problema ou como algo que tenha haver com a sua instalação elétrica?

Quantas lâmpadas podem ser instaladas em um disjuntor?
Como saber se um reator de lampada queimou?
Lampadas de Led – vantagem e desvantagem

Possivelmente a melhor explicação para que a lâmpada pisque no momento em que você liga o chuveiro é que não foi realizado o correto dimensionamento dos circuitos elétricos da sua casa. Os aparelhos que possuem alta potência como o chuveiro, microondas, ar condicionado ou máquina de lavar quando são ligados, geram uma rápida queda de tensão, porém quando as lâmpadas também estão no mesmo circuito, o que não é o correto, elas também sentem essa queda de energia e por isso piscam.

Você sabe quais as consequências isso pode ter para você?

Apesar de parecer uma simples queda de energia elétrica, pode acarretar algumas perdas como, por exemplo, a troca constante das lâmpadas, uma vez que toda que vez que o chuveiro é ligado a tensão sobre ela fica desestabilizada, fazendo com que a vida útil seja reduzida.

Os equipamentos que estão ligados neste circuito também podem sofrer danos, como mau funcionamento, baixa de tensão ou simplesmente queimar. Os computadores e notebooks também sofrem muito com essa queda de energia, por isso que é aconselhável sempre utilizar o estabilizador de energia, para que quando essas quedas ocorrerem seus aparelhos esteja corretamente protegido.

A NBR 5410 determina que deve-se haver um circuito exclusivo para iluminação e outro para chuveiros, torneiras elétricas, condicionadores de ar devido as altas potências. Até porque, muitos desses aparelhos possuem uma voltagem diferente dos demais, o microondas, por exemplo, funciona apenas em 220w, por isso se faz necessário ter um circuito independente para esses aparelhos.

O que é um circuito exclusivo? Como o próprio nome já diz, é um circuito exclusivo utilizado para um único fim, evitando problemas na sua rede elétrica e nos seus aparelhos que necessitam dessa atenção especial. É preciso haver três cabos (fase + fase + terra para circuitos 220V ou fase + neutro + terra para circuitos 127V) que saem do quadro de distribuição e alimentam somente determinado equipamento.

O que fazer para resolver o problema? Na maioria dos casos basta instalar um circuito exclusivo para o chuveiro ou o equipamento que esta causando a queda de tensão ou instalar circuito exclusivo para a iluminação. Em alguns casos é necessário refazer toda a instalação.

Lembrando que só será necessário reinstalar toda a sua rede elétrica, caso um profissional da área constate a necessidade após uma avaliação detalhada de todas as ocorrências da sua residência. Em casos de apartamento, é preciso ter cuidado dobrado devido as instalações que podem afetar todo o prédio e até o condomínio, por isso fique atento.

Ao buscar o profissional para realizar essa avaliação, verifique se ele está realmente apto para a função, para evitar mais transtornos.

 

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Qual a diferença entre disjuntor curva B e C?

Antes de você descobrir a diferença entre o disjuntor curva B e C é preciso saber o que são os disjuntores termomagnéticos. Os disjuntores termomagnéticos são chaves automáticas que desarmam ou desligam quando alguma corrente elétrica ultrapassa os valores estabelecidos como valores de segurança ou em casos de curto-circuito.

Quadro de Disjuntor – Passo a passo
Tabela de Disjuntores – Como escolher
Como fazer o dimensionamento de disjuntores

Quando eles desarmam, os disjuntores cortam a passagem da corrente elétrica. Nesse momento é preciso iniciar uma averiguação para descobrir qual a causa do problema e realizar o conserto e/ou a manutenção. Caso o circuito volte ao normal, a chave poderá ser armada novamente sem que haja a necessidade de substituição do disjuntor.

Existem 3 tipos de disjuntor:

  • Unipolar: são correntes de 2,4,6,10, 20 2 25 ampères;
  • Bipolar: são correntes com tensão de 240v ou 110/220v;
  • Tripolar: são correntes com tensão de 240v a 480v e correntes de 15 até 100 ampères;

Ainda existe outra divisão, que são as curvas de disparo ou desarme:

  • B: eles são indicados para cargas resistivas com uma pequena corrente de partida, como os aquecedores elétricos, lâmpadas incandescentes e os fornos elétricos.
  • C: eles são indicados para as cargas que possuem uma corrente média de partida, como os motores elétricos, lâmpadas fluorescentes e as máquinas de lavar roupas.
  • D: já eles são indicados para as grandes maiores de corrente de partida, a exemplo dos transformadores BT/BT (baixa tensão).

A norma de proteção NBR 5410 e NBR 5459-ABNT estabelecem que os disjuntores de curva B devem atuar para correntes de curto-circuito entre três e cinco vezes a corrente nominal, já os de curva C atuam entre cinco e dez vezes a corrente nominal e, por fim, os disjuntores de curva D devem responder para correntes entre dez e vinte vezes a corrente nominal.

Conhecendo um pouco mais sobre o fator potência

O fator de potência é uma das características mais exigidas nas instalações industriais, pois os equipamentos que são instalados nas indústrias devem possuir um controle efetivo devido ao alto valor do custo da manutenção. Esse também é um dos fatores que contribuem para que a fiscalização torne-se um item obrigatório do fator de potência.

 

Olhando assim pode parecer muito complexo o entendimento, mas espero que todas as explicações a seguir possam te ajudar a compreender esse assunto que é um pouco complexo e exige cálculos matemáticos precisos, além de ser direcionado ao eletrotécnico industrial.

 

Quando aplicamos uma tensão elétrica senoidal em uma carga resistiva (equipamentos a base de resistência para produção de calor na maioria das vezes), a corrente que circula pela carga (resistência), deve acompanhar instantaneamente as variações de tensão. Mas a maioria dos circuitos que são alimentados pela corrente alternada não se comporta como se fossem uma resistência pura.

 

Eles podem possuir características indutivas ou capacitivas, como por exemplo: motores, transformadores e outros equipamentos que trabalham com campos magnéticos criados por bobinas de indução.
Nesses casos, a corrente não acompanha a variação de tensão em tempo real, mas podem sofrer um retardo ou adiantamento.