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Chaves complementares para eletricistas

Chaves complementares para eletricistas – Se você trabalha neste ramo, já deve ter conhecimento que as chaves mais usadas são a de fenda e Philips. Contudo, a sua caixa de ferramentas de manutenção deve estar paramentada com outros recursos complementares.

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Como complementar a sua caixa de ferramentas

Para executar um trabalho excelente, é preciso ter uma caixa de ferramentas chaves adequadas. Isso impacta definitivamente nos serviços prestados. Desta forma, além das chaves mais usadas, é preciso contar ainda com uma série de chaves e ferramentas complementares, de boa qualidade – destas, que duram muitos anos.

Chaves complementares para eletricistas

As ferramentas são em geral de aço vanádio ou aço cromo extraduros, para alavancar e apertar ou desapertar parafusos e porcas. Já as chaves de aperto caracterizam-se por diferentes tipos e formas, apresentando-se em tamanhos diversos e tendo o cabo (ou braço) proporcional à boca.

Chaves complementares para eletricistas

Veja quais são as chaves complementares para as funções do eletricista:

  • Chave de Boca Fixa Simples: de uma boca e de duas bocas. Serve para apertar ou desapertar parafusos e porcas.
  • Chave Combinada (de boca e de estrias): combinam-se os dois tipos básicos existentes: de boca e de estrias. A de estrias é mais usada para “quebrar” o aperto e a de boca para extrair por completo a porca ou parafuso.
  • Chave de Boca Fixa de Encaixe.

Chaves complementares para eletricistas

  • Chave de Boca Regulável: permite abrir ou fechar a mandíbula móvel da chave, por meio de um parafuso regulador ou porca. Existem dois tipos: chave inglesa e chave de grifo.
  • Chave Allen: é utilizada em parafusos cuja cabeça tem um sextavado interno. É encontrada em jogo de seis ou sete chaves.
  • Chave Soquete: é indicada para eletro-eletrônica e mecânica leve. Capacidade de uso em locais de difícil acesso.
  • Kit de cachimbo.

Manutenção das chaves complementares

Você deve observar que algumas medidas servem para manter as suas ferramentas adequadas ao serviço:

Chaves complementares para eletricistas

  • Evite dar golpes com as chaves.
  • Limpe-as após usá-las.
  • Guarde-as em lugares apropriados.
  • Estas ferramentas, quando bem cuidadas, podem durar anos ou décadas e garantem uma boa qualidade nos serviços prestados.

Quais são as ferramentas que você mais utiliza além destas apresentadas no artigo? Deixe o seu comentário abaixo!

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Eletricista

Megometro – Como usar, o que é, dicas, passo a passo

 

Megometro – Você já deve ter ouvido falar no megometro, uma ferramenta voltada para a geração e aplicação de uma tensão, que pode variar de 500 até 15.000 V em um equipamento, e que realiza a leitura do fluxo de corrente entre duas partes do equipamento. É o que acontece entre a relação da carcaça do motor e de seu bobinado, na medida em tempo determinado, onde podemos verificar índice de polarização e absorção.

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Para que serve o megômetro?

O megômetro mede valores elevados de resistências elétricas onde outros aparelhos, como o ohmímetro, por exemplo, não conseguem medir. Ao contrário do multímetro com escala de ohmímetro, que utiliza apenas uma pilha de 9 V, o megômetro pode produzir uma alta tensão para vencer a grande resistência do componente e determinar pela corrente produzida o quanto vale a resistência do componente medido.

megômetro

O megômetro, também conhecido como megger, serve para medir a resistência de isolamento, normalmente em motores e transformadores. É possível detectar a fuga entre dois pontos de isolamento. Isso porque ele aplica uma tensão, que pode variar entre 500 e 15000 v, como dissemos acima, em um equipamento, efetuando a leitura do fluxo de corrente entre duas partes do equipamento. Há dois tipos megômetros: os digitais e os analógicos.

Como usar o megometro – Passo a passo

Para usar o megômetro na leitura descrita abaixo, você precisará de:

  • Um megômetro analógico ou digital.
  • Chave de fenda.
  • Luvas isoladoras de borracha quando estiver conectando pontas de teste.

Veja agora como usar o megômetro:

1) Desconecte a alimentação elétrica dos fios ou circuitos, para não existir assim qualquer tensão. Esta é uma etapa muito importante para a sua segurança e qualidade do aparelho. O mesmo serve para os motores, que também devem ter todos os fios de alimentação desligados.

2) Conecte um dos bornes do megômetro ao quadro elétrico ou ao fio terra do sistema elétrico. Caso pretenda fazer o teste de resistência em motores, este cabo será ligado à estrutura de metal do motor.

megômetro

3) Ligue o outro borne do megometro à extremidade sem revestimento do fio de cobre ou a um dos terminais do motor. Veja também que a outra extremidade do fio a ser testado deverá estar ao ar livre ou coberto com fita isoladora.

4) Ligue o megometro. O teste deve levar de 2 a 5 segundos, para que dentro dos fios se gere a alta tensão.

5) Faça a análise da resistência de isolamento. Se o valor da leitura da resistência for inferior a 1,5 megaohms, pode indicar a existência de algum problema nos fios ou no motor. E se for uma leitura maior que 999 megaohms, a resistência de isolamento está perfeita.

Veja também este vídeo do canal Eletrotécnica Brasil:

Contudo, há algumas situações que podem comprometer a leitura:

  • Temperatura;
  • Umidade;
  • Estado da superfície;
  • Magnitude da tensão contínua de ensaio;
  • Carga residual no enrolamento;
  • Duração da aplicação da tensão de modo inadequado.

Você utiliza com frequência este aparelho na sua rotina? Deixe o seu comentário!

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Dicas Normas ABNT

NBR 5413 – Iluminância de Interiores

NBR 5413 – Uma das normas mais comuns entre os profissionais eletricistas, pautadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é a NBR 5413 – Iluminância de Interiores. Essa normatização tem a ver com o estudo do sistema de iluminação – o tipo de lâmpada, luminárias e spots, posicionamento e especificações de segurança nesta área. Confira estas informações!

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O que diz a NBR 5413 – Iluminância de Interiores?

A documentação NBR 5413 possui 13 páginas no total em sua versão mais atual, de 1992. Lá há várias explicações e caracterização da iluminação em diferentes locais e situações. Trata-se de um documento normativo que permite elaborar um sistema de iluminação com equilíbrio e segurança, informando os tipos de lâmpadas que serão usadas, luminárias, melhor posição para instalação para cada ambiente, além de fatores que vão colaborar para uma redução da eficiência deste sistema. Trata-se de um acervo de normas que tratam de Luminotécnica e sistemas de iluminação.

Tabelas, valores e indicações da NBR 5413

A NBR 5413 – Iluminância de Interiores informa sobre os valores recomendados para iluminância mínima em serviços para iluminação artificial e interiores, seja em diversos contextos, como sua aplicação em ambientes de comércio, práticas esportivas, indústria e muito mais. A listagem é bastante completa e você poderá ver na íntegra no link informado. A iluminação adequada no ambiente tem muito a ver com a qualidade e segurança das atividades exercidas no mesmo.

O documento informa duas tabelas – uma sobre os valores de iluminância de acordo com a classe visual de trabalho e o tipo de atividade executado e a outra sobre os fatores determinantes da iluminação adequada. Confira a Tabela 1:

Tabela 1 – Iluminância por classe de tarefa visual

NBR 5413

Esta tabela informa os pesos para se determinar a iluminância de acordo com características da tarefa e do observador.

Confira agora a Tabela 2 da NBR 5413:

Tabela 2 – Fatores determinantes da iluminação adequada

NBR 5413

Para chegar a uma posição conclusiva sobre a iluminância de determinado ambiente, basta analisar na tabela 2 os pesos referentes as características do mesmo e somar conforme os seus sinais, sendo que, se encontrar resultados -2 ou -3, utilize a iluminância inferior; e se encontrar resultado +2 ou +3, utilize a iluminância superior. Para os demais casos, utilize a iluminância média.

O documento traz ainda uma relação completa de luminâncias em lux por atividade, a partir do ponto 5.3.

Para casos comuns deve-se considerar o valor do meio nestas tabelas. Em casos mais complexos, deve-se considerar as regras a seguir:

  • Para os valores mais altos das iluminâncias utilizar quando:
  • A refletância e contraste são baixos no local.
  • O trabalho visual é crítico.
  • Produtividade e precisão são importantes.
  • A capacidade visual do observador está abaixo da média.
  • Da mesma forma para os valores mais baixos utilizar quando:
  • A refletância e contraste são altos no local.
  • Velocidade e precisão não são importantes.
  • A tarefa é executada ocasionalmente.

Além disso, estes valores fornecidos pela NBR 5413 usados posteriormente nos cálculos da quantidade de lâmpadas de cada ambiente. Isso garantirá a segurança, o conforto e a saúde das pessoas que utilizam o espaço, independentemente de ele ser doméstico ou comercial.

Para saber mais sobre a NBR 5413 – Iluminância de Interiores, acesse este slide com o documento normativo completo.

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Dicas

Disjuntor desarma a toda hora – O que fazer? Dicas, passo a passo

Disjuntor desarma a toda hora – este é um problema bastante comum em muitas residências brasileiras. Mas porque isso acontece? Muitas vezes o que ocorre é que o sistema opera acima de seu limite. É o que acontece com as casas antigas, que não foram adaptadas à maior demanda de energia dos equipamentos modernos, o que sobrecarrega os disjuntores e a fiação do local. O primeiro a queimar é o fusível, mas é mais comum, no caso dos aparelhos mais modernos o desarme do disjuntor, o que pode indicar o excesso de carga para as configurações de sua instalação. O jeito mesmo é que o proprietário busque um serviço especializado.

Disjuntor desarma a toda hora

Problemas prediais em relação ao disjuntor

As pessoas que moram em edifícios devem ainda considerar a primada, aquele cabo que sobe desde o térreo, ou subsolo, levando a eletricidade até o seu apartamento. Com o tempo, este cabo pode ficar desgastado ou em condições inadequadas para o seu consumo, o que também pode fazer desarmar o disjuntor na caixa de entrada do prédio. Neste caso, basta trocar a prumada por um cabo de maior bitola. É preciso ver a regulamentação do prédio – pode ser de responsabilidade de todo o condomínio ou apenas de determinados moradores.

Cabe ao eletricista realizar o cálculo da quantidade de energia a ser usada em seu apartamento ou casa para que um engenheiro determine a bitola da nova prumada mais adequada a cada caso – veja abaixo.

Quando é mais comum o disjuntor cair?

Há muitos motivos para o disjuntor cair. Um deles – e talvez o mais comum são as determinadas atividades que podem causar sobrecarga do sistema elétrico. Não basta um chuveiro potente, por exemplo, para que tenha um banho agradável no inverno. Todo sistema conectado a ele deve ser assertivo, ou no meio do seu banho o disjuntor irá desarmar.

Muitas pessoas com o tempo trocam o chuveiro, seguindo o mesmo exemplo acima, por um mais potente, e acaba tendo problemas, pois o disjuntor irá desarmar. Se antes o aparelho tinha a capacidade de 5.400W com tensão de 220V, a sua corrente seria de 24,54 A (amperes). Mas se colocar um chuveiro de 7.500W e 220V, terá que usar um disjuntor de 40A – e terá que substituir a fiação inclusive.

Disjuntor desarma a toda hora

É comum os profissionais eletricistas menos preparados ou até mesmo pessoas leigas descuidarem com a segurança neste caso. É importante dizer que não é indicado usar plugue e tomada para ligar o chuveiro, pois também haverá insuficiência. Não use fita isolante neste caso. O conector de porcelana (sindal) e o aterramento podem ser uma ótima opção.

Se o problema persistir, procure saber se seu disjuntor é DR, sendo necessário comprar um chuveiro compatível com este dispositivo, para que não desarme conforme o uso.